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Necessidade, mãe da inovação?

Como necessidade, ócio e imitação envolvem o conceito de inovação.

Você já deve ter ouvido a frase:

“A necessidade é a mãe da inovação”

Geralmente atribuída a Platão, é na verdade um ditado anglo-saxão que pode derivar de um trecho de A República. Ao propor o modelo democrático, há quase 25 séculos, Platão define a necessidade como o principal vetor para as invenções.

A romancista Agatha Christie posicionou-se contrária ao ditado e determina outra causa, o ócio:

“Eu não acho que a necessidade é a mãe da invenção. Invenção, na minha opinião, resulta diretamente da ociosidade, possivelmente, também da preguiça – para salvar a si mesmo de um problema.”

Claro que todos os esforços neste planeta dirigem-se à promoção de uma vida sem problemas, próspera e feliz. Mas, colocar o ócio como promotor de avanços parece duvidoso, bem como colocar as invenções em relação de dependência às necessidades. Fato é que deve-se evitar a comum confusão entre invenção e inovação. Ainda mais quanto sabe-se ser preciso gerenciar e estabelecer um processo constante de inovação.

Da Vinci foi um grande inventor, no entanto grande parte de sua criação manteve-se no campo das ideias e nunca saiu do papel. Conceitos como os veículos voadores e as naves submergíveis exigiram séculos de avanços tecnológicos para serem possíveis de desenvolver e comerciar. Conheça no vídeo a seguir uma incrível invenção, o Atlas, um helicóptero de tração humana.

O trocadilho matreiro com a frase que imortalizou Lavoisier, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se copia” soa forte quanto o assunto é inovação. Daí o desafio de analisar com muita atenção as necessidades das pessoas e as ofertas disponíveis no mercado para apresentar uma solução diferenciada. Sim, a maioria das vezes não é preciso “inventar” nada, basta adaptar, melhorar, adotar práticas de outros setores.

As inovações servem a um rei exigente e orgulhoso, que pede muito mais do que produtos, ele quer serviço atencioso, entrega pontual, e, na maioria das vezes, imediata, quer receber o maior valor pelo seu dinheiro. Quer tantas coisas que nem ele consegue explicar direito, mas se não tiver seus desejos saciados, nada de aceitar a inovação. Inovação, então, não é somente nos produtos, e, o mercado, no fim das contas, é que valida as inovações.

A inovação também requer o retorno do que foi consumido em seu desenvolvimento. Pessoas e seu empenho, materiais e processos, desenvolvimento, testes e lançamento, tudo é contabilizado em dinheiro, recurso financeiro. Recuperar o valor investido é outro pré-requisito para as verdadeiras inovações. Inovação é uma oferta nova e economicamente viável.

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